A Religião como Linguagem não compreendida da Consciência Parte 5

Hinduísmo

“O mundo observado é apenas uma aparência; na realidade, nem sequer existe. A filosofia dos Vedas tentou ilustrar este seu dogma fundamental através de várias metáforas.” Erwin Schrödinger

Erwin Rudolf Josef Alexander Schrödinger foi um físico teórico austríaco famoso por suas contribuições à Mecânica Quântica, especialmente a Equação de Schrödinger, pela qual recebeu o Nobel de Física em 1933.

Propôs o experimento mental conhecido como o Gato de Schrödinger.)
Confira o experimento:

Romaria católica, onde a multidão se reuni pra glorificar uma estátua de uma de suas divindades (Maria).
Festival religioso hindu, onde a multidão se reuni pra glorificar uma estátua de uma de suas divindades (Ganesha).

O hinduísmo é uma das mais antigas religiões do mundo de cunho politeísta. Ate os dias atuais as estatuas de centenas de deuses são adoradas em templos, residências e praças, demonstrando que está prática e a falta de compreensão se assemelham aos antigos egípcios, gregos, e ao catolicismo com seus inúmeros santos.

Oferenda a Ganesha.
Esse tipo de devoção representa uma notável inconsciência da Realidade do Self. Tal representação arquetípica é encontrada no Velho Testamento, na adoração do bezerro de ouro – este representa o materialismo e o esquecimento da divindade interior, a substituição da busca pelo Self por culto de várias outras divindades externas.
Oferenda floral a estátua de ”nossa senhora”.

Ainda se oferece a estas estátuas oferendas; alimentos, perfumes e flores – flores vívidas recém apanhadas para pedaços de pedra ”mortos”. O indivíduo torna-se um devoto de determinado deus por qual sente mais simpatia, assim como as pessoas escolhem os santos beatificados pela igreja.

Pelo fato de seus livros religiosos abordarem muito a respeito da manifestação da divindade, deu-se a brecha para a mente com sua insegurança, criar este panteão de estátuas para se debruçarem e pedirem os mesmos pedidos feitos pelas pessoas de outras culturas e épocas; prosperidade, segurança, relacionamento, vitória de batalhas, poder e etc. A religiosidade é externa, pobre e ritualística, enquanto a Centelha/Self é deixada de lado, a inconsciência toma as diretrizes do ser.

É inegável que os Vedas, Upanishadas e o Mahabharata são fontes de grande sabedoria, apesar de terem uma roupagem mais clara de espiritualidade não ficaram impunes das relações cabulosas tiradas da linguagem religiosa. Prova disto é a própria condição civil dos habitantes onde há maior quantidade de seguidores, a Índia. Exemplos como a separação de castas (guerreiros, sacerdotes, trabalhadores etc.) demonstra uma interpretação grosseira e egoísta, uma maneira ”religiosa” de justificar a exploração, mantendo o outro numa situação de submissão pelo ”destino” , de aceitação e complacência com a miséria. De certa forma, o cristianismo passou por algo semelhante na idade Média. Havia a ”casta” dos guerreiros (nobres), dos sacerdotes (monges católicos)e a dos trabalhadores (servos)- tudo bem dividido, estabelecido, imóvel e cruel.
O devaneio religioso é tamanho que não é raro ver pessoas morrerem ao serem pisoteadas pela multidão que se aperta em locais tradicionais de festividades religiosas. Para se banharem num rio sujo cujas águas são consideradas ”sagradas”, atropelam, tirando a vida daquilo que realmente sagrado é – outro ser humano – que jaz, marcado por inúmeros calçados tão empoeirados quanto a consciência destes, que fazem da sabedoria destes livros tão ricos, tradições de histerias de uma espiritualidade chula.


A Força Primeira no hinduísmo é chamada de Brahma, concedida como absoluto, eterno, causa de todas as causas, sem começo e sem fim, do qual todo emana e ao qual todo retorna – Consciência Cósmica/Vácuo/Todo.
É interessante perceber o nível de abstração cosmológica deste povo (cerca de 2000 A.C.), em sua literatura pode ser encontrados termos como ”Manvantara” que nomeia um período astronômico de medição do tempo, seus números de datação chegam a patamares exponenciais.
Vejamos alguns trechos de seus livros :


Vedas


“Como dois pássaros dourados pousados no mesmo galho, intimamente amigos, o ego e a Consciência habitam o mesmo corpo. O primeiro ingere os frutos doces e azedos da árvore da vida; o segundo tudo vê em seu distanciamento”. RIG VEDA

“A Verdade é uma, os sábios chamam-na por diversos nomes”. RIG VEDA

(Todos caminhos [religiões] objetivam a união do ser com o Todo [Verdade])
“O Universo inteiro é uma família”. RIG VEDA

(Consciência de irmandade e unidade, todos vem da mesma Fonte, diferentemente da perspectiva terrestre onde se ”ama” os parentes de ” sangue”.)
“Várias são as nossas intenções, e várias também são as vocações que os homens seguem. O carpinteiro procura a madeira; o médico procura a doença; o sacerdote espreme o suco do Soma (Consciência)” RIG VEDA

“O Uno abraça esta terra. O Uno abrange a atmosfera que sustenta o céu. No Uno, todas as direções são uma só”. (Vácuo /Consciência Universal) ATHARVA VEDA

“Ó Brahman, indica-nos o caminho da felicidade eterna! A fim de sermos dignos de morar em teu império, lava-nos, Brahman, das impurezas dos pecados que cometemos (ego)”. YAJUR VEDA

“A mente é um instrumento único e sagrado, presente em todos, que o sábio usa para seus atos nobres”. YAJUR VEDA

“Não devemos usar o corpo que Deus nos deu para matar as criaturas de Deus, sejam elas humanas, animais ou o que for”. YAJUR VEDA
(Todos livros religiosos trazem o preceito de não destruir a vida. Se houvesse tido expansão de consciência para esta percepção, não haveria exploração humana, animal, tampouco da natureza.)


Upanishadas

” A Vida no mundo e a vida no espírito não são incompatíveis. O trabalho, ou a ação, não é contrário ao conhecimento de Deus, porém, na verdade, se realizado sem apego, é um instrumento para ele. Por outro lado, a renúncia significa renúncia do ego, do egoísmo – não da vida. A finalidade, tanto do trabalho como da renúncia, é conhecer o Eu interiormente (Centelha) e Brahman exteriormente (criação), e perceber sua identidade. O Eu é Brahman (Centelha), e Brahman é tudo (Vácuo/ Consciência Universal). ”

” QUEM COMANDA a mente para que ela pense? Quem ordena que o corpo viva? Quem faz a língua falar? Quem é o Ser radiante que conduz o olho à forma e à cor, e o ouvido ao som? O Eu é o ouvido do ouvido, a mente da mente, a fala da fala. Ele também é o alento do alento, o olho do olho. Ao abandonarem a falsa identificação do Eu (ego) com os sentidos e com a mente, e ao saberem que o Eu é Brahman (Centelha, fragmento do Vácuo Quântico), os sábios, ao deixarem este mundo, tornam-se imortais (conscientes da Realidade).

”O olho não o vê, nem a língua o exprime, nem a mente o alcança. Não o conhecemos e nem podemos ensiná-lo. Ele é diferente do conhecido, e diferente do desconhecido. Foi o que ouvimos dos sábios.
Aquilo que não pode ser expresso em palavras mas pelo qual a língua fala sabei que é Brahman. Brahman não e’ o ser que é adorado pelos homens.
Aquilo que não é compreendido pela mente, mas pelo qual a mente compreende sabei que é Brahman. Brahman não é o ser que é adorado pelos homens. ”
(As pessoas adoram um construção mental do que seja Deus e não atingem a sua essência.)

”Aquilo que não é visto pelo olho, mas pelo qual o olho vê sabei que é Brahman. Brahman não é o ser que é adorado pelos homens.
Aquilo que não é ouvido pelo ouvido, mas pelo qual o ouvido ouve – sabei que é Brahman. Brahman não é o ser que é adorado pelos homens.
Aquilo que não é trazido pelo sopro vital, mas pelo qual o sopro vital é trazido, sabei que é Brahman. Brahman não é o ser que é adorado pelos homens.
Se pensais que conheceis bem a verdade de Brahman, sabei que conheceis pouco. 0 que pensais ser Brahman no vosso Eu, ou o que pensais ser Brahman nos deuses não é Brahman. Deveis, portanto, aprender o que é realmente a verdade de Brahman.
Não posso dizer que conheço Brahman totalmente. Nem posso dizer que não o conheço. Aquele dentre nós que melhor o conhece é quem entende o espírito das palavras: “Eu nem sei que não o conheço”.
Aquele que verdadeiramente conhece Brahman é quem sabe que ele está além do conhecimento; aquele que pensa que sabe, não sabe. O ignorante pensa que Brahman é conhecido, porém os sábios sabem que ele está além do conhecimento.”
(A máxima socrática atende a isto ” Só sei que nada sei”.)

”Aquele que percebe a existência de Brahman por trás de todas as atividades do seu ser – seja sensação, percepção ou pensamento somente ele obtém a imortalidade. Através do conhecimento de Brahman, vem o poder. Através do conhecimento de Brahman, revela-se a vitória sobre a morte (inconsciência).
” Abençoado o homem que enquanto ainda vive percebe Brahman. O homem que não o percebe sofre sua maior perda. ”


Mahabharata


Bhagavad Gita é uma parte do Mahabharata, que conta o diálogo de Krisnha ( A Consciência Cósmica é manifestado nesta individualidade) com seu discípulo Arjuna (consciência em aprendizado). Diante de uma batalha (simbólica – contra o ego), o tempo é ”paralisado” e Krishna o instrui.

(Quando Brahma [Causa Primeira – Primeiro Logos] se manifesta numa individualidade, exprime-se em Vishnu [Segundo Logos], semelhante ao cristianismo [Pai e Filho- Deus e Cristo – Primeiro Logos e Segundo Logos]).

“Tudo o que vive, vive para sempre. Somente o invólucro (ego), o que é perecível, desaparece. O espírito não tem fim. É eterno. Imortal.” Bhagavad Gitâ


”A mente funciona como um inimigo para aqueles que não a controlam”. Bhagavad Gitâ

“Um homem sábio não costuma ficar contente quando lhe acontece algo agradável, nem perturba-se quando lhe acontece algo desagradável.” Bhagavad Gita

”Somente aquele que possui domínio sobre seu mundo interno de desejos pessoais e está focalizado em seu EU SUPREMO, esse é um liberto ”. Bhagavad Gita

”Mas quem abandona a luz da verdade e, seduzido pelo prazer (ego), serve a outros “deuses” , ingressa na natureza daquele que ama, porque semelhante sempre se une a semelhante.” Bhagavad Gita
(Referência a lei da atração, semelhantes vibram numa mesma frequência. ”Diga com quem andas que direi quem tu és.”)


”Os grandes inimigos do conhecimento da verdade são o apego e a aversão; são os contrastes dos opostos que levam o homem ao caminho da ilusão.” Bhagavad Gita

”A mente, quando controlada pelo vaguear dos sentidos (ego), rouba o intelecto (para uso egoísta- poder, exploração), do mesmo modo que uma tempestade desvia um barco no MAR do seu destino – a praia espiritual da paz e da felicidade. ” Bhagavad Gita

”Aquele que Me vê em Tudo, e vê tudo em Mim, não se desliga de Mim, e Eu não me desligo dele.” Bhagavad Gita
(A essência da Consciência Universal/ Vácuo/Deus é amor. Ele é tudo que existe, vê-se amor em tudo).

”Eu sou a origem de tudo. Tudo emana de Mim. O sábio que entende isto, Me adora com amor e devoção.” Bhagavad Gita

”Em todo o lugar que estejam, tanto Krishna, o Senhor do Yoga (ou Dharma na forma das escrituras), e Arjuna, com o arco da obrigação, e proteção, ali haverá prosperidade,vitória, felicidade, e moralidade. Esta é a Minha convicção.” Bhagavad Gita
(A Fonte tem recursos infinitos, ledo engado em achar que para expandir a consciência tem de se viver miseravelmente. Pelo contrário, a consciência em crescimento emana emoções, pensamentos e atos da própria Centelha, atraindo prosperidade, felicidade, saúde, tudo que é benevolente.)


Exercício – Aprendendo a ver a aura


Os exercícios descritos a seguir tem o objetivo de quebrar de vez a incerteza da existência de outras realidades do multiverso , pois será impossível para pessoa negar o que está diante dos próprios olhos durante toda rotina diária. Isto implica numa quebra total de paradigma, tamanho impacto que pode ter estes simples exercícios na vida de uma pessoa.
Aura é tido como um elemento etéreo, fluido, que emana e envolve seres ou objetos. É certo dizer que tudo possui ”aura”, tudo é composto de átomos, estes vibram e emitem energia. As energias eletromagnéticas da aura rodeiam o corpo num campo de forma oval. Esse “ovo áurico” é emitido para fora do corpo cerca de meio metro em todos os lados.

Hoje existe a fotografia Kirlian que dá uma ideia do que seja, chamada de Bioeletrografia já é considerada como um fato científico pela Academia de Ciências da Rússia e por vários outros organismos internacionais, como a UNESCO/ONU e já é um instrumento auxiliar para a Prática Médica pelo Ministério da Saúde da Rússia.


(”A Bioeletrografia já está sendo utilizada e aceita como instrumento auxiliar em pesquisas, para a confecção de diversas Teses de Mestrado, Doutorado e até mesmo de Pós-doutorado, apresentadas a diversas Universidades Brasileiras, como UNICAMP, UFRJ, UFSC, UFRGS (Pelotas-RS), UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA (MG) e muitas outras mais.”)

Contudo, sua consciência é infinitamente mais poderosa do que qualquer aparato tecnológico que tenta comprovar fenômenos metafísicos. É bem possível que ao praticar os exercícios nos capítulos anteriores que alguns já consigam ver alguma coisa. Como o exemplo dos exercícios da glândula pineal e sua simbologia com olho de Horus. Na cultura hindu o chamam de olho de Shiva, ou terceiro olho – o mesmo conceito com vestimentas diferentes.

Com o tempo você poderá ver a aura de tudo sem esforço algum. É como se o mundo uma vez invisível fosse descoberto, e tudo que olhar terá brilho, luzes e cores lhe saltando os olhos naturalmente, mesmo no escuro tudo isto estará presente, pois não estará olhando com os olhos físicos (o chakara frontal permite este visão) – algo absolutamente natural, você apenas está atingindo frequências maiores de percepção. Isto é inerente a qualquer ser humano, a terceira visão precisa ser estimulada novamente, pois veio se atrofiando por desuso. Alguns podem ter mais dificuldade que os outros, mas em apenas 1 dia já é possível ter resultados expressivos.


Exercício 1

Olhe fixadamente para a imagem abaixo por 10 minutos. Pisque os olhos quando necessário para evitar a irritação dos mesmos. A cada intervalo de 30 segundos tire o olhar da imagem e veja se ao redor da imagem e perceba se consegue ver alguma penumbra de luz, ou ate mesmo o formato da própria imagem projetada. Após 5 minutos de exercício, em vez de fazer a pausa para olhar ao redor da imagem, olhe ao redor do ambiente onde está.


(Note que esta imagem é uma representação dos 72 nomes de Deus na meditação cabalística, é usada especificamente para isto)
Repita o mesmo para a mandala a seguir:

Exercício 2


Faça o mesmo procedimento do exercício anterior, só que agora, focalize o olhar em suas próprias mãos diante uma superfície branca (parede). Depois diminua a luminosidade do ambiente e faça o mesmo. É comum já ver feixes coloridos de luz se prolongando dos dedos.

Exercício 3


Repita o mesmo procedimento dos outros exercícios. Precisará agora de um espelho que tenha ao menos o tamanho suficiente pra refletir a sua face. Deixe a face bem junto ao espelho, e focalize na sua própria imagem refletida na sua pupila. Os olhos tem está característica refletiva , se veja nos seus próprios olhos. Se possível faça sentado, pois antes de tudo, trata-se de é um exercício de concentração, isto pode deixá-lo numa posição mais confortável. Você pode se surpreender com que verá no espelho… Faça o mesmo num ambiente com menos luminosidade.

Exercício 4


Repita o mesmo procedimento dos outros exercícios. Focalize no reflexo de sua imagem feita por um CD de DVD (fundo roxo).

Exercício 5


Foque a visão numa vela acesa por 1 minuto, em seguida feche os olhos e os volte para o centro da fronte por mais 1 minuto. Repita o processo por 10 vezes. O intuito é ver o chákara frontal se manifestando. Ao fechar os olhos e voltá-los para o centro da fronte (pode ser um pouco desconfortável, mas logo se acostuma) será visível um ponto luminoso e feixes de cores interruptamente. A prática cultural hindu de pintarem com um ponto entre as sobrancelhas remete a isto (contudo, não ultrapassam a cultura).

No início será trabalhoso, pois necessita-se de um tremenda concentração da visão para ver algum resquício de luz. Pratique sempre em qualquer lugar que esteja, concentre-se em objetos, na cabeça das pessoas etc. Depois de um tempo, como dito, verá essas energias tão naturalmente quanto vê estas palavras. Desfrute de suas conquistas, e não se envaideça, esta postura poderá lhe trazer problemas. Seja cauteloso ao contar isto as pessoas, pois você pode sim ser alvo de chacotas. Quando enxergamos um pouquinho além, percebemos o tamanho da mentira que estávamos inseridos, mentira em que afunda o mundo no materialismo sem pé, sem cabeça, sem solução.
A imagem abaixo dá uma ideia de como é a visão de quem desenvolve com maestria:

A aura é representada na arte através dos séculos como uma auréola:


 Budismo

“O budismo tem as características que se podem esperar de uma religião cósmica do futuro: Transcende um Deus pessoal, evita dogmas e teologia; é ligada ao natural e ao espiritual, e baseia-se num sentido religioso que aspira a experiência de todas as coisas, naturais e espirituais, como uma unidade significativa.” Albert Einsten

Realmente qualquer um que realmente tenha vivido o ensinamento de Buda pode chegar a está conclusão. A própria trajetória de Siddharta Gautama retrata sua espiritualidade numa busca individual pela compreensão da existência. Por outro lado não deixa de ser circulado por certo misticismo e também pelo envolvimento meramente intelectual que os doutos dão. Isto é natural quando a mente se enche de qualquer conceito, seja ele qual for. O nível em que se experiência deve refletir em insghts que a consciência expressa através do aumento de percepções.

O discurso de Gautama é simples de ser discernido intelectualmente, mas vivê-lo, senti-lo, mostra-se o tanto quanto distante das pessoas. Existe também o pré-conceito de que seus ensinamentos são para monges, que se deve isolar-se no mundo, abdicando-se de tudo pra viver dentro de um mosteiro. Pelo contrário, a prática de conscientizar-se é cabível a qualquer situação. Lógico que viver num mundo desequilibrado te permite maior desafio e maiores oportunidades de perceber os grilhões de fora e interiores.


Em sua trajetória vemos o quão sofreu Gautama para chegar a noção de ”Caminho do meio”. Seguir este caminho de equilíbrio destina ao entendimento do Universo em si, pois para estar equilibrado é fundamental seguir o seu fluxo. Quando somos guiados pelo ego vamos de um extremo ao outro e damos voz aquele pensamento, conceito, conjectura do que seja aquela determinada situação, então a realidade é espelhada e criada neste âmbito – mal é recém-concebida e já mostra sinais de desequilíbrio. A mente do indivíduo cria aquela realidade fugaz durante todo o tempo, e o mesmo acredita piamente que aquilo que a mente está a criar resume a natureza da vida, Buda chama a isto de ilusão.

O ensinamento de Buda se basea nas chamadas ” 4 nobres verdades budistas” :
1- ver­da­de do sofri­men­to; 2- ver­da­de da ori­gem do sofri­men­to; (ego) 3-ver­da­de da ces­sa­ção do sofri­men­to; 4-ver­da­de do cami­nho que leva à ces­sa­ção do sofri­men­to.

É fácil perceber suas explanações explícitas em suas simples palavras, vejamos:

” Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o.” Buda
(Uma dose de ceticismo é fundamental pra um sincero buscador)

”Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo.” Buda

“Todas as coisas são precedidas pela mente, guiadas e criadas pela mente. Tudo o que somos hoje é resultado do que temos pensado. O que hoje pensamos determina o que seremos amanhã. Nossa vida é criação de nossa mente.” Buda


(Os pensamentos e sentimentos criam a realidade)

Dr. Bruce Lipton é internacionalmente reconhecido por agregar conceitos científicos e espirituais, dando vida ao conceito clássico da biologia. Foi na área da Biologia celular que iniciou a sua carreira científica. E tem tido grande impacto e sucesso tanto em suas palestras e conferências assim como na participação de programas de TV. Foi na universidade de Virgínia em Charlottesville que obteve o título de Ph.D entrando no departamento de Anatomia da Escola de Medicina da Universidade de Winsconsin em 1973. As suas pesquisas sobre a distrofia muscular aliadas aos estudos das células – tronco tiveram como objectivo os mecanismos moleculares que orientam o comportamento celular. Foi juntamente com o Dr. ED Schultz, que desenvolveu uma técnica de transplante de tecido, que passou a ser aplicada como uma nova forma da engenharia genética humana. A necessidade de complementar sua teoria sobre o sistema de processamento de informação pelas células, levaram-no em 1982 ao estudo dos princípios da física quântica. Esses estudos conduziram a um novo conceito sobre a membrana celular. Este novo e revolucionário conceito, revela que a camada externa da membrana funciona de maneira idêntica ao chips de um computador o que corresponde verdadeiramente, ao cérebro das células. Mais tarde já na Escola de Medicina da Universidade de Stanford entre 1987 e 1992 PROVA que o ambiente em que a célula se encontra, atuando através da membrana celular controla a psicologia e o comportamento da célula, ativando ou inibindo os genes. Estas descobertas contrariam o princípio científico até então constituído de que a vida é controlada pelos genes, dando inicio a mais importante área de estudo atual a epigenética. Este estudo deu origem a duas grandes publicações científicas que explicam as reações química molecular resultante da interação de conceito, mente, corpo. Muitos estudos e pesquisas realizados por outros gabinetes científicos desde então vêm confirmar os conceitos propostos por Dr. Lipton. A ciência explica o poder do pensamento e sua ação sobre a matéria através de estudos e surpreendentes descobertas.

No link abaixo você pode conferir o depoimento do cientista Bruce H. Lipton [Biólogo Phd], revelando que o próprio DNA é moldado pelo sistema de crença do indivíduo:

“O segredo da saúde, mental e corporal, está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas, viver sabia e seriamente o presente.” Buda
(Deixar a mente vaguear nos tira do Centro [Centelha])

“Eu sou o resultado de meus próprios atos, herdeiros de atos; atos são a matriz que me trouxe, os atos são o meu parentesco; os atos recaem sobre mim; qualquer ato que eu realize, bom ou mal, eu dele herdarei. Eis em que deve sempre refletir todo o homem e toda mulher.” Buda
(Causa e Efeito)

“Praticar o bem, abster-se do mal (ego) e purificar seus pensamentos, são os mandamentos de todo iluminado.”

“A verdade não está lá fora, a verdade está dentro de você .”
”Sua tarefa é descobrir o seu trabalho e, então, com todo o coração, dedicar-se a ele.”
” É capaz quem pensa que é capaz.”
(As crenças de todos os tipos limitam)

”Guardar raiva é como segurar um carvão em brasa com a intenção de atirá-lo em alguém; é você que se queima.”
(Pensou, sentiu – vibrou ódio todo seu organismo sofre, se fere)


Sobre a prática Meditação

Sara Lazar , neurocientista PhD.

Pode soar ate estranho, mas há um erro em associar a meditação unicamente a atividade religiosa dos budistas, a meditação é inseparável de qualquer espiritualidade. A ciência vem comprovando o quão poderosa esta prática é, os impactos benéficos conhecidos a séculos pelos praticantes chegam as Universidades. Sara Lazar, neurocientista do Massachusetts General Hospital e Harvard Medical School afirma: ” Meditação não apenas reduz o estresse, ela altera fisicamente seu cérebro”. Em relação as descobertas, Sara diz:
”É bem documentado que nosso córtex encolhe à medida que envelhecemos – é mais difícil de entender as coisas e lembrar coisas. Mas nesta região do córtex pré-frontal, meditadores com 50 anos de idade apresentaram a mesma quantidade de matéria cinzenta de jovens de 25 anos. Pegamos pessoas que nunca tinham meditado antes, e as colocamos em um grupo de um programa de redução de estresse baseada em práticas meditativas de atenção plena com duração de 8 semanas.

Encontramos diferenças no volume cerebral após oito semanas em cinco regiões diferentes nos cérebros nos dois grupos. No grupo que aprendeu meditação, encontramos espessamento em quatro regiões:
1. A diferença principal, encontramos no cingulado posterior, que está envolvido em divagações mentais, e auto relevância.
2. O hipocampo esquerdo, que auxilia na aprendizagem, cognição, memória e regulação emocional.
3. A junção temporo parietal, ou TPJ, que está associado com a tomada de perspectiva, empatia e compaixão.
4. Uma área da haste do cérebro chamada de Pons, onde uma grande quantidade de neurotransmissores reguladoras são produzidos.
A amígdala, a parte de lutar ou fugir do cérebro que é responsável pela a ansiedade, medo e estresse em geral. Essa área diminuiu de tamanho no grupo que passou pelo programa de redução de estresse baseado em meditação de atenção plena. A mudança na amígdala também se correlacionou com uma redução nos níveis de stress. Nossos dados mostram mudanças no cérebro após apenas oito semanas.”


Alan Wallace é phD em Estudos Religiosos na Stanford University (EUA), fundador da Santa Barbara Institute for Consciousness Studies (EUA) e autor de livros sobre ciência e espiritualidade. Wallace tem uma característica especial que o diferencia dos seus pares na área da física e da neurobiologia: foi durante 20 anos um monge budista, morou em Dharamsala, na Índia, traduziu mais de 30 livros do tibetano para o inglês, estudou com os mais altos mestres do Tibete e ainda ocupou o posto de intérprete oficial de Dalai-Lama. Comanda um verdadeiro exército de neurocientistas, antropólogos, sociólogos e psicólogos no Instituto Santa Bárbara de Estudos da Consciência, na Califórnia.

Tem-se chegado a conclusão de que a ciência com suas recentes descobertas precisa adotar uma análise séria sobre tudo que foi dito nas antigas tradições civilizatórias, muitos cientistas têm revido estes relações. Alan Wallace faz uma ponte entre os ensinamentos budistas e a ciência moderna:

”Muitos estudos científicos indicam que os fenômenos mentais – tais como desejos, pensamentos, emoções e memórias experienciados subjetivamente – influenciam o funcionamento e comportamento do cérebro. Em resposta a essa evidência empírica, um número crescente de cientistas cognitivos conclui que os fenômenos mentais são reais, mas insiste que, a fim de interagir de modo causal com o cérebro, a mente deve ser física. Entretanto, os fenômenos mentais experienciados de forma subjetiva carecem de quaisquer características físicas e não podem ser detectados com nenhum dos instrumentos físicos de tecnologia, ainda que se tenha identificado que muitas funções cerebrais específicas contribuem causalmente para a geração do processo mental. Alguns cientistas e filósofos da mente imaginam as funções cerebrais como dotadas de uma identidade dual, tanto como processos físicos objetivos quanto como eventos mentais subjetivos. Mas não oferecem explicação sobre aquilo que no cérebro capacita-o a gerar, ou mesmo influenciar, eventos mentais, que dirá sobre o que permite processos neurais específicos assumirem essa identidade dual. Esse é o chamado “problema difícil”, que não foi resolvido desde que os cientistas começaram a estudar a mente. Os fenômenos mentais permanecem um enigma para os cientistas cognitivos tanto quanto o observador para os físicos modernos.”.
Alan Wallace, “Dimensões escondidas; a unificação da física e da consciência.”


Exercício – Aprendendo a mover conscientemente as Bioenergias

A realidade da bioenergia é algo indubitável, pode ser sentida por qualquer indivíduo aqui e agora, e é isto que o exercício proposto demostrará, o quanto é simples percebê-la, manipulá-la e desfrutar de seus surpreendentes benefícios.
É conhecida também como prana ou energia vital, pois é responsável pela vitalidade e manutenção da vida, tanto que no processo da morte a energia do corpo físico/biológico se extingue ficando impossibilitado de ser animado pela consciência.

Wilhelm Reich (1897-1957) foi um psicanalista austríaco, discípulo de Sigmund Freud que criou, a partir da Psicanálise uma nova abordagem terapêutica a qual, além das intervenções verbais, de fundamentação psicanalítica, também inclui intervenções corporais.

O médico psicoanalista Wilhelm Reich afirmava que homeostasia psicossomática poderia ser atingida através da regulação de fluxos energéticos. Não só o equilíbrio orgânico pode ser obtido e expressar uma saúde potencializada, traumas e problemas emocionais podem ser solucionados.
A movimentação consciente das bioenergias desbloqueia a circulação de energias densas que acabam impregnandas nos chákaras (significa roda, funcionam como vórtices, são como órgãos do corpo energético). Estas energias densas decorrentes do modo de vida desprovida de espiritualidade e hábitos danosos acabam por atrapalhar tanto o funcionamento dos chákaras quanto dos órgãos físicos, pois a densidade energética e sua consequente escassa mobilidade chacral resultam na somatização de doenças.


Por outro lado, o aumento de fluido energético pelos chákaras proporcionam um ótimo estado harmônico fisiológico do corpo físico, alem de reativar capacidades latentes que permitem a consciência ter mais percepções da realidade, erroneamente chamados de ”poderes sobrenaturais”. Na verdade, são totalmente naturais, anormal é o estado de densidade em que a humanidade se encontra, limitado por seu egoismo e sistema de crenças.


A medicina chinesa antiga sempre se utilizou da funcionalidade desses corpos energéticos, tanto que descreveu em detalhes o caminho dessas correntes de energia os chamando de meridianos, tão usados e reconhecidos ate os dias de hoje pela acupuntura.

Como identificar essas energias? Como senti-las? Provavelmente você já as sentiu quando passou por uma forte emoção e percebeu uma espécie de corrente elétrica passando por alguma parte do corpo, parecido com um formigamento, causando um arrepio imediato dos pelos da pele.


Passo 1
O primeiro passo é aguçar sua sensibilidade do tato. As pessoas que meditam a algum tempo terão mais facilidade.
-Apoie o cotovelo na mesa e aponte o dedo indicador para cima.
– Relaxe a musculatura de todo braço, ate que sinta a circulação sanguínea percorrê-lo, inclusive no indicador;
– Por cinco minutos preste atenção em todas as sensações que podem ser sentidas pelo indicador tentando identificar sensações mais sutis;
– Molhe o indicador e prossiga mais 5 minutos prestando atenção na sensação da água secando e prossiga tentando identificar sensações mais sutis.


Passo 2
O segundo passo é destinado a sensibilidade do corpo inteiro.
– Deite-se confortavelmente em decúbito dorsal num local onde ninguém possa incomodá-lo;
– Relaxe todo o corpo ate que sinta a circulação sanguínea o percorrendo;
– Não vá atrás de seus pensamentos, preste a atenção nas sensações de seu corpo durante 5 minutos.


Passo 2.1
É uma extenção do passo 2. Será adicionado uma técnica chamada Pranayama que consiste no controle do prana a partir do controle de sua respiração.
– Continuando do ponto onde parou, inspire vagarosamente o máximo que conseguir ate encher os pulmões, depois experi soltando o ar lentamente. Realize por 5 minutos, sem deixar de prestar atenção nas sensações corporais.
– É bem provável que já sinta um corrente elétrica ou energias mais sutis pelo corpo, principalmente a medida que prossegue as sucessivas inspirações e expirações.


Passo 3
Assim que dominar o passo 2, prossiga. Grave um repertório de músicas que realmente te toque, que lhe desperte fortes emoções. Evite músicas pesadas, opte por músicas mais sensíveis.
– Realize os exercícios descritos no Passo 2 e Passo 2.1, somando dão 10 minutos de prática;
– Cesse o exercício respiratório do Passo 2.1 e deixe que a respiração siga normalmente. Concentre-se agora nas músicas que te causa emoções fortes com intuito de forçar essas explosões de correnter elétricas pelo seu corpo. (Os sons binaturais também são uma ótima opção);
– Assim que conseguir produzir essas correntes energéticas, com a força de sua vontade (não precisa forçar a mente, basta sua vontade), movimente essas energias para cima e para baixo. Apos o domínio da movimentação, treine o aumento da velocidade.

Com o tempo, a partir do entendimento da realização do processo, poderá se desfazer das ” muletas ”, tanto da música quanto do exercício respiratório, consiguirá realizar a qualquer momento só com a intenção de sua vontade. Lembre-se que não há limite para prática.
Desfrute dos benefícios na saúde e do afloramento das faculdades latentes. Domínio energético significa expansão de consciência, manipulação de vibrações mais sutis.
Está prática é bem conhecida pela conscienciologia, a chamam de EV (Estado Vibracional).Você pode encontrar diversas outras explicações e técnicas na Internet.

Confira o vídeo da entrevista de Wagner Alegretti falando a respeito do EV:
https://www.youtube.com/watch?v=VpnnFj8e01U

Wagner Alegretti

Wagner Alegretti é engenheiro elétrico especializado nas areas de geração de energia, equipamentos médicos e desenvolvimento de softwares.Na área da filosofia, Alegretti tornou-se referência na pesquisa da cosmoética e suas implicações.
Ele tem sido fundamental na dissiminação da Conscienciologia na arena internacional, desde que deixou o Brasil e se mudou para os EUA, em 1994, e também na fundação da International Academy of Consciousness (IAC) e de seu Campus de pesquisa, instituição na qual serviu como presidente entre 2001 e 2014. Em 1984, Alegretti começou a trabalhar no desenvolvimento de transdutores de bioenergia (energia sutil ou vital). Sua busca por um meio confiável de detecção de bioenergias resultou em sua pesquisa atual empregando ressonância magnética funcional (fMRI).


 Parte 4:

https://cienciaespiritualidadeblog.wordpress.com/2015/11/06/a-religiao-como-linguagem-nao-compreendida-da-consciencia-parte-4/

Lucas de Sousa Teixeira

Um comentário sobre “A Religião como Linguagem não compreendida da Consciência Parte 5

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